Petrossian entre nós

O símbolo máximo da sofisticação quando o assunto é caviar, a grife prepara a abertura de sua primeira loja na América do Sul

Mauro Marcelo Alves e Juliana Saad, iG São Paulo |

Divulgação
Caviar Petrossian, a mais respeitada grife a comercializar a iguaria
“Teremos uma boutique Petrossian no Brasil”, confirma o empresário Toninho Abdalla. A notícia ganha importância quando se sabe que a luxuosa maison só tem lojas em Paris e Nova Iorque. Por aqui, a unidade será aberta no Shopping Cidade Jardim, com previsão para setembro. “Haverá espaço de degustação com poucas mesas dentro e fora da loja”.

As joias comestíveis farão parte do portfólio de “123 produtos que estão sendo registrados um a um para entrarem no Brasil, inclusive foie gras”, complementa Abdalla. Daqui, os grãos negros ganharão a América do Sul sob a supervisão de Abdalla e seu sócio, Joseph Tutundjian.

Estrela da mesa

Reprodução/ pearlcaviar
Consumido desde a Antiguidade, o caviar sempre foi uma iguaria rara
De quatro séculos antes de Cristo até os anos loucos da Belle Époque de Paris, as ovas de esturjão mexeram com a cabeça do imortal filósofo Aristóteles, que as mencionou em seus escritos, e agitaram as noites regadas a champanhe na capital francesa. E foi a partir desse período efervescente, no início do século passado, que o caviar ganhou definitivamente o status de estrela indispensável nas melhores festas.

Seu ar de nobreza tomou conta de Paris sob o impulso das famílias principescas e dos grandes negociantes russos que fugiam da revolução bolchevique de 1917. E, principalmente por meio da Petrossian, a arte do caviar ganhou as mesas mais refinadas, tornando-se símbolo absoluto do luxo a partir de 1920, quando se estabeleceu em Paris.

Reprodução/ classieux.fr
Caviar baeri, produzido na região de Gironde, na França
Beluga, ossetra e sevruga são as três espécies principais do esturjão, peixe de grande tamanho e jeitão jurássico que passeia pelas águas geladas dos mares Cáspio e Negro, por rios e estuários acessíveis como o Volga e o Ural. E há também criatórios em outros países, como a França (caviar baeri, da região de Gironde), Estados Unidos (alverta, da Califórnia), Leste europeu e Uruguai. O caviar é constituído pelas ovas não fecundadas, e as fêmeas do esturjão devem atingir entre oito e dez anos de idade para tê-las.

O preço e a qualidade do caviar dependem da cor e do tamanho das ovas. Quanto mais claras e grandes, mais caras serão. A espécie beluga é tida como a mais nobre, oferecendo um caviar de grãos maiores e cor que vai do cinza escuro e azulado ao cinza claro. O ossetra tem ovas menores, variando do castanho ao dourado; e o sevruga, ovas pequenas negras ou acinzentadas.

Cada vez mais raro, o caviar iraniano almas (diamante, no idioma farsi), também chamado caviar branco, dourado ou caviar dos czares, de vez em quando aparece no mercado ostentando suas ovas cor de pérola ou douradas, a preços entre 20 mil euros e 40 mil euros. Um quilo do magnífico Beluga Spécial Réserve Huso-huso custa 12.200 euros na loja da Petrossian, em Paris. A latinha de 30 gramas sai por 366 euros. No Rio, o Rei do Caviar vende beluga do Irã e do Azerbaijão, entre outros.

Serviço:

Petrossian

Rei do Caviar

Tel: (21) 2551-4373/ (21) 3209-1602

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