Os melhores clubes de charuto do mundo

Por Marcia Pereira, especial para o iG

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Listamos quatro dos refúgios mais apreciados por quem gosta de degustar seu puro com classe

O cerco cada vez mais cerrado em torno dos fumantes tem feito dos clubes de charutos e fumoirs ao redor do mundo um refúgio para quem ainda tem coragem de se declarar um apreciador de um bom puro. São lugares, em geral, decorados por altos carpetes, mobiliário amadeirado e escuro e abastecidos de bares recheados de boas bebidas e que funcionam como clubes defumados.

Leia também: A etiqueta do charuto

As opções vão do sofisticado The Fumoir, do hotel The Claridge's, em Londres, até o despretensioso Le Fumoir, de Paris. Confira abaixo quatro endereços bem diversos:

The Fumoir

Brook Street, 49, Mayfair, Londres
Elegante e tradicional

Divulgação
Localizado no Claridge's Hotel, The Fumoir tem decoração sóbria e tradicional
Aconchegante e sofisticado, o bar data de 1930 e está localizado no Claridge's Hotel, um dos mais tradicionais da capital inglesa. Em sua decoração sóbria, destaque para um painel de vidro do artista francês René Lalique, que também assina o design dos copos da casa. Fotos vintage em preto e branco, ajudam a relembrar o clima dos chamados "anos loucos" (a década de 20).

No menu da casa destaque para os drinques inspirados nos anos 1930, como os Fizzes (15 libras cada), mistura de destilado com sucos diversos. Com capacidade para 12 pessoas, funciona das 11h30 até a 1h da manhã e tem um “dress code” que celebra a elegância: pessoas trajando chinelo, short, calca jeans rasgada e bonés não entram.

A pop star Madonna e a atriz americana Gwyneth Paltrow são habitués do lugar, quando passam temporadas londrinas.

Freddy's Bar
Nieuwe Doelenstraat, 2-14, Amsterdam
Elegante e tradicional

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O Freddy´s Bar fica dentro do centenário hotel cinco estrelas De L'Europe, em Amsterdã
Localizado no centenário hotel cinco estrelas De L'Europe, em uma das mais charmosas esquinas de Amsterdam, é famoso por servir o melhor Bloody Mary da cidade.

Seu nome é uma homenagem a Alfred "Freddy" Heineken (1923/2002), empresário dono da famosa marca de cerveja e importante colecionador de arte holandesa. Funciona das 15h até a 1h, recebendo um mix eclético de clientes, de artistas plásticos a políticos, que se entregam às suas cadeiras de couro escuro, enquanto desgustam charutos ao som de um piano de jazz.

Le Fumoir
Rue de L'Amiral, 6, Coligny, Paris
Moderno e descolado

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Le Fumoir, em frente ao Museu do Louvre, tem ambiente descontraído
Aberto pelo artista gráfico Marc J. Pasini, um aficionado por habanos, este simpático restaurante-bar-fumoir não tem a pretensão de ser um reduto hipersofisticado dos amantes dos charutos. Aliás se diferencia dos demais endereços por seu ambiente extremamente descontraído - mas a estreita relação de seu dono com o governo cubano e alguns produtores de charuto da ilha de Fidel é suficiente para credenciar a casa junto aos experts no assunto.

O grande diferencial e charme desse lugar é seu endereço: fica em frente ao Museu do Louvre. Muitos de seus clientes, vão ali descansar, após baterem perna pelos andares do museu, e se entregam ao aconchego dos uísques single malt de 10, 12, 14, 15 e 16 anos, e das versões de martini da casa, além, é claro, da aromática fumaça dos bons habanos que por lá circulam. Abre todos os dias das 11h às 02h.

Club Macanudo
Rua 63, 26 E, Nova York
Tradicional

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Club Macanudo é um pedaço de Cuba em Nova York
Depois da lei de 2003 que proíbe o fumo em bares e restaurantes, encontrar um lugar onde se possa degustar um charuto, em Nova York, é um achado. No Club Macanudo isso também pode ser feito por um preço acessível, uma vez que os charutos de seu extenso menu são vendidos a partir de US$ 11 (inclusive uma das versões do mitológico Cohiba).

O cliente assíduo pode, ainda, alugar um humidor (US$ 850 por um ano) para guardar seus preciosos charutos e ir degustando-os aos poucos. Além do perfume dos habanos, o som que costuma embalar as conversar também vem da ilha caribenha.

Seus clientes costumam dizer que o bar é um pedaço de Cuba, em meio ao frenesi da Big Apple e a um quarteirão do zoológico do Central Park.

Funciona de segunda à quinta, das 12h à 1h; sextas e sábados, das 12h às 2h e domingos até às 20h. Seu “dress code” exige homens de camisa social. Pessoas vestidas com chinelos, tênis, camiseta ou shorts não entram.  

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