Uma vinícola para chamar de sua aos pés dos Andes

Premiado vinicultor procura sócios brasileiros para sua propriedade em Mendoza. Interessados devem reservar pelo menos US$ 150 mil

Marina Marchesa, especial para o iG |

A realização de um sonho. Foi com esse intuito que o casal de empresários Maria Cristina Luchiari Pisoni, 49 anos, e Roberto Romi Zanaga, 54, de Americana, interior de São Paulo, resolveu fazer parte do projeto "Wine Partners" e investiu na compra de um lote duplo da vinícola O. Fournier, em Mendoza, Argentina.

O projeto é mais uma ideia do empreendedor e viticultor espanhol José Manuel Ortega, que largou uma promissora carreira no mercado financeiro (trabalhou nos bancos Goldman Sachs e Santander, na Europa) para também realizar o seu sonho de produzir vinhos com as uvas malbec, shiraz, tempranillo e sauvignon blanc, entre outras variedades.

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Vinícola O. Fournier, em Mendoza, onde será possível ter sua parcela de vinhas


O empreendimento, que está na fase inicial, proporciona a enófilos, como Maria Cristina e Roberto, se tornarem co-produtores da premiada vinícola O. Fournier, listada entre as oito melhores da Argentina pelo cultuado crítico americano Robert Parker. "A competência e o espírito empreendedor de José Manuel nos fez investir e nos tornar sócios dele. É uma maneira de viabilizar o nosso desejo de sermos viticultores, uma vez que emprestamos a expertise dele para fazermos vinhos que, um dia, poderão levar nossa marca, nosso rótulo", diz a empresária paulista, apaixonada, como o marido, por gastronomia e, claro, vinhos.

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O viticultor espanhol José Manuel Ortega
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Ortega resolveu partilhar seu quinhão na vinícola argentina – ele também produz vinhos numa propriedade na região chilena de Maule e em Ribera del Duero, na Espanha –, de cerca de 150 hectares e dividiu parte de sua propriedade, localizada a 100 km de Mendoza, em 85 lotes – sendo oito de três hectares, as quintas ou vivendas na linguagem local, e os demais com a metragem padrão de um hectare. Cada hectare vale US$ 150 mil (R$ 274.455), mas apenas os oito lotes maiores dão direito ao proprietário de construir uma casa.

Para essas construções o empresário indica os arquitetos argentinos Eliana Bórmida e Mario Yanzón, responsáveis pelo projeto da adega e pelo O. Fournier Santé Resort, um hotel-spa que será erguido no local. "O proprietário de uma vivenda, pode, claro, contratar um outro profissional de sua preferência. Mas é preciso obedecer alguns padrões", avisa Ortega.

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Um dos prédios da premiada vinícola argentina
Entre as regras do Wine Partners não se pode construir residências que não sejam térreas, o paisagismo não aceita nenhuma vegetação que seja mais alta que as vinhas, o estilo arquitetônico da construção deve ser contemporâneo e o projeto deve contemplar um conceito ecológico de consumo de energia.

Um vinho para chamar de seu
Cada proprietário parceiro que comprar um lote se tornará produtor associado da O. Fournier. "Com a vantagem de que nós é que faremos toda a manutenção dos vinhedos e iremos elaborar, engarrafar, rotular e distribuir o vinho", explica Ortega. "A produtividade de cada hectare deve girar em torno de 4 mil a 5 mil garrafas por safra", diz Ortega.

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Cave central da O.Fournier, onde os vinhos ficam armazenados até o engarrafamento


Os parceiros ainda poderão se alojar gratuitamente em um dos 11 quartos da "Casa de los Socios" e terão desconto no hotel-spa que deve ser inaugurado em 2014, quando estará chegando ao mercado a primeira safra de vinhos produzido no sistema de co-produção com os proprietários dos lotes. "Teremos, ainda, serviço de traslado do aeroporto de Mendoza para a vinícola, entre outros benefícios ligados ao lazer e ao prazer", garante o economista.

"A vinícola vai fazer a parte, digamos, 'chata' do negócio de vinho, para nós, ou seja, plantar e colher as uvas e depois produzir e distribuir a bebida. A gente vai ficar só com a parte boa: apreciar e degustar. Não quero me preocupar com nada. Só quero é beber meu vinho", diz Maria Cristina. Para os mais apaixonados pela vinicultura, porém, uma webcam instalada em cada lote vai permitir acompanhar o dia a dia dos vinhedos pela internet.

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Um dos pratos do restaurante Urban, eleito um dos melhores do mundo, em frente aos lotes da O.Fournier
O bem-sucedido casal de brasileiros, que faz quatro viagens por ano para algum destino enogastronômico ao redor do mundo, é o público alvo do Wine Partners de Ortega. "Nossa expectativa é a de que 50% dos lotes sejam adquiridos por brasileiros, cerca de 20% por europeus, outros 20% por americanos e 10% por argentinos", acredita Ortega, que, em três semanas de operação no Brasil vendeu 10 lotes.

"Nossa propriedade no Vale do Uco está bem em frente ao restaurante Urban (eleito como um dos melhores do mundo dentro de uma vinícola, pela revista Wine Access). Dá pra almoçar olhando para as nossas vinhas”, diz Maria Cristina. “É um charme, aliás, degustar uma refeição preparada pela chef Nadia (Haron de Ortega, mulher de José Manuel), com a cordilheira dos Andes servindo de cenário ao fundo", derrete-se a nova sócia.


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