
Você já assistiu ao documentário "Uma Noite em 67", de Renato Terra e Ricardo Calil, sobre o festival de 1967? É um filme muito legal, que retrata um momento da história recente do País e as pessoas adoram, batem palmas, se identificam.
Existe, no fim das contas, uma espécie de nostalgia da época, do entusiasmo juvenil, da ingenuidade dos veículos de comunicação, da participação popular, do talento criativo dos artistas, do novo que se propunha.
De fato, os anos 60 foram maravilhosos. Os Estados Unidos eram os ditadores oficiais de tendências, era onde TUDO acontecia. Tivemos a rebeldia rock nos 50, o questionamento do que era tradicional e antigo, e a década seguinte abraçou com galhardia a tarefa de apresentar o que ainda não tinha referência no passado.
Assim, vimos os materiais sintéticos incorporando-se ao dia a dia, a tecnologia explodindo e a expansão dos limites humanos levada à máxima consequencia: conquistamos a Lua.
Esteticamente, vimos as formas aerodinâmicas imperarem, a limpeza de linhas, a ausência de ornamentalismos, ambiguidade de gêneros, muita assepsia e espacialidade... até 1967, o ano que acumulou muita coisa. A Guerra do Vietnã trouxe a reflexão sobre a paz e o amor, o retorno para o simples e a natureza e as filosofias orientais. O chique ficou mais voltado para o excêntrico, para culturas estrangeiras, mistura de elementos... MUITO elegante.
Um ano tão emblemático que serviu de síntese e mereceu o livro “The Sixties: A Decade in Vogue” - First Prentice Hall Press Edition -, com um retrato da lendária Twiggy na capa.
A década de 60 é a bola da vez na moda, novamente seguindo várias coleções "rock and roll".
Saia na frente, volte ao passado que soube olhar para o futuro.
Elisa Stecca - luxo@ig.com - É artista plástica e designer, com especialização em joalheria e estilo. www.elisastecca.com.br