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Mauro Marcelo

O estilo de vida a partir da gastronomia, do vinho e outras experiências

É jornalista, crítico gastronômico, escritor e chef de cozinha. Especialista em vinhos, foi também editor do Guia 4 Rodas e da revista Gula

Memorável Dom Pérignon

Chegam ao mercado os vintages 2002 e 1996 e a reluzente versão Œnothèque 1996

23/10/2011 07:45

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Foto: Divulgação

Na versão Side by Side, as duas preciosidades de 1996 do Dom Pérignon

Um lançamento de impacto. É o que moveu a Moët & Chandon ao colocar no mercado brasileiro três excepcionais champanhes de sua grife Dom Pérignon. Em elegante almoço realizado por Viko Tangoda com inspiração do chef Pascal Tingaud, da Maison Dom Pérignon de Epernay, foram apresentados os vintages 2002, 1996 e Œnothèque 1996.

A safra 2002 revelou-se intensa, com os aromas tostados típicos se mesclando a um grande frescor, em que notas de amêndoas e cítricos complementavam a primeira impressão. Na boca, frutas secas e o tostado inicial davam o tom da degustação, com longa permanência.

Foto: Divulgação

Dom Pérignon Œnothèque 1996: um estágio sublime de gosto e aromas

A estrela veio a seguir, o Dom Pérignon Œnothèque, reserva privada que a maison diz ser um segredo passado através de gerações de chefs de cave. Funciona assim: o champanhe de um ano excepcional, no caso 1996, fica sete anos na adega, no mínimo, a fim de atingir a sua fase ideal de maturação. Transforma-se então em Dom Pérignon Vintage.

O chef de cave Richard Geoffroy resolve, então, separar uma pequena quantidade de garrafas desse champanhe já extraordinário para deixá-la ainda mais tempo na adega, na chamada maturação sur-lies – ou seja, o líquido em contato com as leveduras. São mais 12 anos, pelo menos, nesse estágio profundo, ou mesmo décadas, quando chega o momento em que decide que o champanhe atingiu a plenitude necessária para ser lançado como Œnothèque.

E a versão 1996 é um choque para os sentidos. O interessante é que não há aquela sensação exagerada de aroma de brioche e pão saindo do forno característico dos champanhes mais antigos. Há, é claro, lembranças de frutas secas, como figos e damasco, e um fundo terroso sugerindo trufas. E o que se impõe a seguir, na boca, é o que Richard Geoffroy afirma como o “paradoxo” do Dom Pérignon Œnothèque 1996: cremosidade e frescor ao mesmo tempo, com uma riqueza gustativa persistente e grandiosa.

O preço sugerido desse champanhe é R$ 2.300. O do Dom Pérignon Vintage 2002 é de R$ 750 e há uma versão Side by Side juntando as duas versões de 1996 (Vintage e Œnothèque) por R$ 3.900.

Foto: Divugação

O Vintage 2002: elegância e frescor


Serviço:

Dom Pérignon
Tel.: (11) 3062-8388

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Sobre o Colunista

Mauro Marcelo - canalluxo@ig.com.br - É jornalista, crítico gastronômico, escritor e chef de cozinha. Especialista em vinhos, foi também editor do Guia 4 Rodas e da revista Gula

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