Hotel-palácio no centro de Viena reserva adega de mais de 25 milhões de euros

Enogastronomia é apenas um dos destaques na construção do século 19 convertida em hotel com 32 apartamentos exclusivos na capital austríaca

Rafael Bergamaschi , de Viena*

Viena é um dos lugares mais bonitos do mundo. O centro da cidade, considerado patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO, abriga marcas de uma capital que construiu seus caminhos ao longo da história assumindo papéis de protagonista e prezando sempre pela cultura e estética em seu território. Para quem quer vivenciar o toque de nobreza que parece exalar das ruas de Viena, o cinco estrelas Palais Coburg talvez seja a acomodação mais apropriada.

O palácio conta com todos os serviços de praxe em um hotel de luxo: SPA, suítes espaçosas e atendimento de primeira, aliados a uma localização privilegiada e espaço repleto de história e requintes. Mas as bandeiras do hotel vienense são outras: vinho e gastronomia.

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Bem no centro de Viena, dimensão do Palais Coburg impressiona. Foto: Palais Coburg ResidenzFoto do Palais Coburg tirada em 1870. Foto: Palais Coburg ResidenzSala dos espelhos, no Palais Coburg. Foto: Palais Coburg ResidenzSalões para eventos são finamente decorados. Foto: Palais Coburg Residenz Adega do Palais Coburg é um dos pontos altos do hotel. Coleção conta com mais de 60 mil garrafas. Foto: Palais Coburg ResidenzHá um total de 5.500 rótulos, vindos de diversas partes do mundo. Adega está avaliada em 25 milhões de euros. Foto: Palais Coburg ResidenzEntre as raridades, estão um Rüdesheimer Apostelwein 1727, da Ratskeller in Bremen, e um Château Lafite-Rothschild, de 1865. Foto: Palais Coburg ResidenzO Palais Coburg conta com 35 suítes. Foto: Palais Coburg ResidenzHotel foi construído sobre ruínas de paredes medievais que cercavam a cidade de Viena. Foto: Palais Coburg Residenz SPA possui piscina aquecida, ofurô, sauna e serviços de massagem. Foto: Palais Coburg ResidenzSuítes possuem amplo espaço interno . Foto: Palais Coburg ResidenzDecoração dos quartos dá aspecto de lar. Foto: Palais Coburg ResidenzQuartos levam nomes de membros da dinastia Saxe-Coburgo-Gota, que frequentaram o palácio por mais de 100 anos. Foto: Palais Coburg ResidenzRestaurante do chef estrelado Silvio Nickol foi inaugurado em 2011 e é hoje um dos mais celebrados de Viena  . Foto: Palais Coburg ResidenzCriações de Silvio Nickol mesclam gastronomias francesa e austríaca e têm espírito contemporâneo. Foto: Palais Coburg ResidenzEm dias de tempo bom, hóspedes podem optar por tomar café da manhã no jardim. Foto: Palais Coburg Residenz

O Palais Coburg possui uma adega avaliada em 25 milhões de euros, com mais de 60 mil garrafas, de 5.500 rótulos diferentes. A coleção recebeu o Grand Award, título máximo da “Wine Espectator” em 2007, e 20 pontos, de 20 possíveis da Swiss WeinWisser, duas das mais respeitadas revistas especializadas.

Uma das raridades é o Rüdesheimer Apostelwein, da Ratskeller in Bremen, de 1727, taxado pelo britânico mestre em vinhos Michael Broadbent como “o mais antigo vinho ainda bebível”. Outros destaques são um Château Lafite-Rothschild, de 1865, um Sassicaia, de 1968, e um Barbeito Terrantez 45 Madeira, de 1795.

Além de um bar de coquetéis e um restaurante no jardim, onde os hóspedes podem tomar café da manhã ou fazer refeições ao longo dia, o hotel abriga o Silvio Nickol Gourmet Restaurant, nova empreitada do chef que já foi agraciado com duas estrelas Michelin. O restaurante, aberto em 2011, funde as culinárias francesa e austríaca para formar menu criativo com receitas contemporâneas. Na “mesa do chef” é possível acompanhar por uma televisão o prato sendo preparado na cozinha.

Parte do prestígio que o restaurante recebe – ele aparece constantemente em listas dos melhores restaurantes da cidade – vem justamente da bem elaborada coleção de vinhos.

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Palais Coburg Residenz
Adega do Palais Coburg está avaliada em 25 milhões de euros

Palácio histórico

Construído em 1840 por ordem do Príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, general do exército do Império Austro-Húngaro durante as Guerras Napoleônicas, o palácio foi ocupado desde então por diversos membros da dinastia. A última foi a princesa Sarah Aurelia, que vendeu a propriedade em 1978. Pouco mais de dez anos depois, entre 2000 e 2003, o palácio recebeu uma injeção de 85 milhões de euros e foi totalmente revitalizado e modernizado, dando origem a um dos hotéis mais exclusivos de Viena.

À primeira vista, o Palais Coburg já impressiona. Bem no centro de Viena, a poucas quadras das mais agitadas ruas de compras, é difícil imaginar que haja espaço para um hotel de tamanho tão substancioso. Exuberante, a fachada do palácio de 16 mil metros quadrados tem grandes pilares frontais sobrepostos, em estilo neoclássico. Do alto, dez estátuas dão o aval a quem entra e a quem sai. Por dentro, a impressão de grandeza continua.

O elevador que dá acesso às suítes tem o chão finamente decorado em mosaico romano, um sinal do estilo que impera no estabelecimento: a mescla entre o moderno e o clássico. Sob a fundação do hotel, ruínas das paredes que no século 17 cercavam a cidade de Viena foram restauradas. Nos corredores, retratos de membros da família Saxe-Coburg-Gota são heranças dos antigos donos.

No último andar, é possível desfrutar das mordomias de um SPA totalmente equipado, com vista para a cidade. Piscina interna aquecida, ofurô, sauna e serviços de massagens compõem as facilidades.

São, ao todo, apenas 32 quartos (de 55 m² a 165 m²), sendo a maioria com dois andares. Cada um deles leva o nome de um membro dos nobres que ali habitaram. Uma pequena sala de estar e cozinha, presente em boa parte das habitações, deixa o ambiente aconchegante e dá ares de lar ao hotel. Todos os banheiros são equipados com jacuzzi e a diária varia de 670 euros a 2.700 euros.

O fato de um hotel tão grande abrigar tal quantidade diminuta de quartos é um dos fatores que eleva o patamar de exclusividade do Palais Coburg. 32 quartos talvez não seja mais do que o número de suítes que ali havia antes que o palácio passasse às mãos de investidores, quando este era residência de príncipes e princesas.

* O repórter viajou a convite da Contiki e da companhia de intercâmbios STB

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