Relaxe na atmosfera aconchegante das cafeterias vienenses

Patrimônio Imaterial da Humanidade, as cafeterias da capital austríaca são carregadas de história. Veja cinco endereços imperdíveis

Rafael Bergamaschi , iG São Paulo

O Hotel Imperial, o mais exclusivo de Viena,  foi estabelecido em 1873 e é frequentado por Chefes de Estado que visitam a capital austríaca. Foto: DivulgaçãoO Café Imperial é famoso não apenas pelo alto gabarito de seus frequentadores, mas também pela trufa de chocolate, a imperial tart. Foto: DivulgaçãoAntes de se tornar um hotel, o Imperial foi por pouco tempo palácio do Duque Felipe, de Württemberg. Foto: DivulgaçãoO Café Sperl foi inaugurado em 1880 e até o começo do século 20 era reduto tanto de artistas quanto de militares de alta patente. Foto: Miguel MendezNo filme “Antes do pôr do sol” (1995), o café serve de cenário para os diálogos filosóficos dos protagonistas Ethan Hawke e Julie Delpy. Foto: DebrajEm 2004, o grão de café Sperl ganhou status ‘ouro’ em competição nacional . Foto: KodamakittyO Café Central, fundado em 1876, foi recanto de figuras ilustres da capital austríaca, como Sigmund Freud, Peter Altenberg e até mesmo Leon Trotsky. Foto: FranzJO Café Central foi estabelecido dentro do palácio Ferstel, construção que no passado abrigou um banco. Foto: PKing DesignGrandes candelabros, colunas de mármore e pé direito alto contribuem para o clima nobre que exala do Café Central. Foto: Peter Kelly StudiosO Café Sacher faz parte do hotel cinco estrelas de mesmo nome, fundado em 1876 no local onde no passado vivia o compositor Antonio Vivaldi. Foto: Party0Localizado bem no miolo do centro histórico de Viena, o Café Sacher é um oásis de tranquilidade em meio ao agito da capital austríaca. Foto: ValixO Café Sacher é conhecido pela criação da sachertorte, um bolo de chocolate meio amargo que leva recheio de damasco. A receita foi exportada para o mundo todo. Foto: Rafael B.Um dos segredos mais bem guardados de Viena, o Café Dommayer, de 1787, cativa pela decoração minimalista e por ter ficado abaixo do radar turístico. Foto: DivulgaçãoNo passado, Johann Strauss, pai e filho, estrearam muitas de suas obras no Café Dommayer, que fica afastado do centro, em uma região nobre de Viena. Foto: DivulgaçãoMembros da alta sociedade austríaca frequentam o Café Dommayer há mais de 200 anos. Foto: Divulgação

Poucas coisas são mais tipicamente vienenses do que sentar-se em uma poltrona confortável de um café com um jornal à mão e, simplesmente, ver o dia passar. Com decoração neoclássica repleta de adornos, atendimento personalizado e bolos divinos, as cafeterias da capital austríaca saíram de cena depois da 2ª Guerra Mundial. O crescente interesse turístico pela cidade, no entanto, trouxe essas casas de volta.

O café foi introduzido à cultura local na segunda metade do século 17, quando a cidade esteve sob domínio do Império Turco-Otomano. Com a expulsão dos árabes em 1683, as primeiras cafeterias começaram a aparecer e o negócio logo floresceu. O auge se deu cerca de dois séculos depois, quando a então capital do recém-formado Império Austro-Húngaro vivia dias de expansão territorial e efervescência cultural.

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Definitivamente enraizadas aos costumes locais, essas casas resistiram, inclusive, à eclosão da 1ª Guerra Mundial no começo do século 20 e ao consequente fim do Império: em 1938, havia 1.238 cafés licenciados em Viena. A Segunda Guerra, no entanto, foi mais dura com a capital austríaca. A cidade, como Berlim, foi dividida em quatro zonas que ficariam sob influência das forças aliadas. Com boa parte do território austríaco sob domínio da União soviética por dez anos, a indústria não conseguiu voltar aos patamares anteriores ao conflito militar e o país chegou, inclusive, a sofrer com a falta de insumos e produtos agrícolas. 

Depois de um período em declínio, os cafés voltaram a surgir e alguns dos lugares tradicionais que haviam fechado as portas reabriram. Mais do que lugares para relaxar e apreciar a produção artesanal da bebida, as cafeterias da capital austríaca são, hoje, verdadeiras instituições.

CINCO CAFETERIAS EM VIENA QUE ESBANJAM SOFISTICAÇÃO:

- Café Imperial 
A cafeteria fica dentro do Hotel Imperial, erguido em 1863. O cinco estrelas é talvez o mais exclusivo da capital austríaca, sendo geralmente a acomodação de escolha de Chefes de Estado que visitam a cidade. Quando estiver por lá, não deixe de experimentar a imperial tarte. A trufa de chocolate é o doce mais famoso da casa.   Endereço: Kärntner Ring, 16 

- Café Sperl
O café que foi fundado em 1880 e tinha, no período anterior à Primeira Guerra, mistura interessante de clientela: jovens artistas se mesclavam a membros militares de alta patente. No filme "Antes do Pôr do Sol" (1995), o Sperl serviu de cenário para as conversas filosóficas dos protagonistas Ethan Hawke e Julie Delpy.   Endereço: Gumpendorferstraße, 11

- Café Central 
A cafeteria foi aberta em 1876 e com o tempo se tornou ponto de encontro para figuras ilustres que viveram na capital austríaca. O escritor Hugo von Hofmannsthal, o pai da psicanálise Sigmund Freud, e o político Leon Trotsky são alguns dos que adoravam o ambiente do Central.   Endereço: Herrengasse/Strauchgasse, 1010

- Café Sacher
O hotel cinco estrelas fundado em 1876 deve boa parte da fama justamente ao café ou, mais especificamente, a um doce servido na cafeteria: a sachertorte. Criação de Franz Sacher, o bolo imitado no mundo inteiro leva chocolate meio amargo e recheio de damasco. Endereço: Philharmonikerstrasse, 4

- Café Dommayer
Aberto em 1787 é um grande feito que o Dommayer tenha conseguido se manter abaixo do radar turístico por tanto tempo. Um pouco afastado do centro histórico, a cafeteria é frequentada pela alta sociedade vienense. No século 19, os músicos Johan Strauss, pai e filho, estrearam diversas obras no local.    Endereço: Dommayergasse, 1 

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