Lalique inaugura museu do cristal

Sinônimo de cristais finos, marca francesa faz parceria com grandes designers para renovar a imagem

Juliana Mariz, especial para o iG |

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Vista externa do Museu Lalique, na cidade de Wingen-sur-Moder, na região da Alsácia
A centenária marca francesa de cristais Lalique acaba de inaugurar um museu para chamar de seu. O espaço, em Wingen-sur-Moder, cidade francesa na região da Alsácia, onde foi instalada a fábrica da empresa, em 1919, demorou dez anos para ser finalizado e reúne mais de 200 frascos de perfumes e 650 criações em joalherias e objetos decorativos da grife.

Patrocinado pelo governo francês e projetado pelo escritório de arquitetura Wilmotte, o museu foi instalado em uma antiga fábrica de cristais , o que permitiu tirar proveito das instalações para mostrar detalhes de fabricação. O acervo, de coleções particulares e de centros franceses, é exibido com recursos multimídias que ajudam a contextualizar historicamente o trabalho de René Lalique, fundador da empresa.

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O espelho com bordas trabalhadas faz parte da coleção de objetos decorativos da grife centenária
Destaque ainda para o jardim ao redor do complexo. O paisagismo busca fazer conexões com o trabalho do designer, que muito se inspirou na fauna e na flora.

DE OLHO NO FUTURO

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Peça da nova coleção em cristal, inspirada na África e Ásia
A inauguração do museu é apenas uma das estratégias de renovação da grife. Em 2008, a Lalique foi comprada pela empresa suíça Art and Fragrance, do empresário Silvio Denz, que segue como presidente da fabricante de cristais. Ele quer renovar os ares firmando parceria com diversos escritórios de design .

A empresa acaba de contratar Olivia Putman, filha da renomada designer Andrée Putman , como diretora criativa. Ainda neste ano ela lançará uma coleção de luminárias. “Nós também contratamos dois joalheiros da Boucheron que vão criar uma coleção de joias finas até dezembro”, diz Sarah Gargano, resopnsável pela comunicação da Lalique.

Outra parceria firmada foi com a designer e empresária Tina Green, uma das mulheres mais ricas da Inglaterra . Ela vai desenhar móveis e acessórios para casa que serão lançados nesta semestre, na Harrods. E para completar, a Lalique está colaborando com a fundação Yves Klein e vai assinar esculturas no tradicional azul Yves Klein.

HISTÓRIA
O francês René Lalique construiu sua fama, inicialmente, na joalheria . Ele ousou ao misturar pedras preciosas e ouro com materiais antes não utilizados no segmento, como o marfim. A atriz Sarah Bernhardt foi uma “garota-propaganda” involuntária. Ao usar tiaras e colares assinados por Lalique, impulsionou a carreira do designer. No salão de 1895, que reunia o trabalho de diversos artesãos, ele ficou conhecido do grande público. Para Emile Gallé, Lalique inventou a joalheria moderna.

Mas o encontro com o perfumista François Coty abriu ainda mais os horizontes de René Lalique. Ele começou a desenhar e produzir frascos de perfume e tornou-se um apaixonado pelo trabalho com cristal. Em 1912 apresentou sua última coleção de joias.

Além de vasos e frascos, ele imprimiu sua marca em mascotes para carros e peças de decoração. São dele os projetos de interiores com cristais do Oriente Express e do navio Normandie.

No Brasil, as peças da grife podem ser encontradas na loja Grifes & Design , em São Paulo (SP).

Serviço:
Museu Lalique

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