Martin Margiela assina hotel em Paris

Traços característicos da marca, como a cor branca e o ilusionismo, estão presentes por todo o empreendimento

Juliana Bianchi, iG São Paulo |

Os fashionistas já podem celebrar a abertura de mais um lugar imperdível para se hospedar em Paris, o hotel La Maison Champs-Elysées , localizado em um prédio de 1866, na rua Jean Goujon, bem atrás da sofisticada Avenue Montaigne – onde estão as lojas mais exclusivas da Chanel e Dior , entre outras. É ali que a grife low profile Martin Margiela decidiu mostrar seu estilo na decoração de 17 dos 57 quartos disponíveis.

Divulgação/Martine Houghton
Nas suítes projetadas pela grife Martin Margiela, o banheiro se esconde no suposto armário
A cor branca, que se tornou marca registrada do estilista belga que raríssimas vezes apareceu diante das câmeras – incluindo em seus desfiles – domina o cenário cheio de contrastes, diferentes proporções e perspectivas, minimalismos e uma pitada de surrealismo. A técnica do “tromp l’oeil” (ilusão de ótica), na qual nem tudo que parece ser, é, está por toda parte. Assim, nem sempre, uma porta poderá ser aberta, uma parede ficará imóvel por muito tempo ou se poderá caminhar por um corredor (que só existe desenhado no papel de parede).

Diferente do hotel Moschino , em Milão, no qual o hóspede é transportado para dentro de um conto de fadas, aqui, as pessoas são conduzidas a cenários fantásticos para escreverem suas próprias histórias.
Papéis de parede com imagens em branco e preto de portas, janelas e molduras de gesso típicas da decoração de interiores no século 19 estão por toda parte, dando à instalação recém-finalizada um propositado ar dos antigos hotéis parisienses. Isso quando o jogo criado pela grife não nos leva a suítes imaculadamente brancas – com tapetes pintados no chão, claro – , ou completamente negras, onde rasgos de tinta pálida fazem as vezes de efeito luminotécnico.

Nas áreas comuns, o faz de conta continua com o carpete esverdeado que imita madeira, a tinta falsamente desbotada nas paredes e os lustres de aço escovado, como se estivessem ali há muito tempo. No lobby e no restaurante anexo, cadeiras e poltronas ganham capas de tecido branco ou lona, como se ainda precisassem ser protegidas da poeira da obra.

Em suma, um verdadeiro hotel conceitual, cheio de surpresas, detalhes e ilusionismos, como deve ser todo bom desfile de moda .

E assim como acontece no prêt-à-porter, algumas das peças que compõem a apresentação, ou, neste caso, a decoração do hotel, foram postas à venda nas lojas da marca. Caso de detalhes divertidos e provocativos como o segurador de porta em forma de ovo (de silicone), as canetas que imitam penas, as snow-balls sem cenários dentro do vidro, os painéis com imagens que imitam armários ou portas entreabertas para um novo cômodo.


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Serviço:
Maison Martin Margiela

Hotel La Maison Champs-Elysées

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