Veneziano ao estilo de Philippe Starck

Sem placa na porta, primeiro hotel assinado pelo designer francês na Itália oferece privacidade e muito efeito cênico

Mariane Morisawa, especial para o iG |

Divulgação
Na entrada, não há recepção: o check-in é feito no barco exclusivo que faz o transporte pelo canal ou já dentro do quarto
Nada menos do que 300 espelhos, iluminados por trás, criando efeitos cênicos, acompanham cada passo dos hóspedes no Palazzina Grassi, primeiro hotel com assinatura de Philippe Starck na Itália e um dos mais procurados por designers e artistas como o descolado Johnny Depp. Foi lá que o ator (e toda sua família) ficou hospedado durante as gravações de The Tourist , filme estrelado por ele e Angelina Jolie com estreia prevista para 14 de janeiro.

Starck, apaixonado por Veneza – onde tem casa em uma de suas ilhotas – inspirou-se na tradição dos muranos, dos espelhos, das madeiras nobres, dos stuccos e dos tons pastel para subverter tudo com contemporaneidade. Esculturas em vidro de Aristide Najean surgem com força em determinados momentos. Mas também existe espaço para os livros, cristais e objetos antigos, que deixam bem claro que ali há história.

O empresário Emanuele Garosci, responsável também pela abertura do Nhow Milano na Zona Tortona, quer que cada cliente do Palazzina Grassi sinta-se temporariamente veneziano. Nada, portanto, daqueles lugares comuns das visitas a uma cidade turística.



Em nenhuma das duas entradas – uma pelo Grande Canal, outra pela discreta Calle Grassi – apenas ali anuncia-se em uma discreta placa a localização do hotel. Duas cabeças de touro feitas em vidro por Najean marcam as portas. Dentro, não há recepção: o check-in é feito no barco exclusivo que faz o transporte pelo canal ou no quarto.

Os corredores em vermelho e amarelo conduzem até as 16 suítes e 6 apartamentos – nesses últimos, o hóspede é recepcionado com champanhe. A cama fica no meio do ambiente e há um guarda-roupa de vidro transparente. Como o objetivo é que o Palazzina Grassi seja como uma casa, o café da manhã é servido a qualquer momento, em qualquer lugar. Em vez dos passeios tradicionais, o cliente pode jantar na casa de colecionadores de arte ou antiquários e fazer passeios guiados por experts e famílias venezianas.

No restaurante PG’s, duas mesas altas, com sete metros de comprimento cada, uma de mármore, outra de espelho, impressionam. Outras mesas pequenas, espalhadas pelo salão, dão um ar de cicchetteria – aquele misto de restaurante e bar tão comum em Veneza, servindo porções pequenas para saborear com uma bebida. Mas cicchetteria chique e exuberante, claro.

No G Club, decorado com pastilhas de murano vermelhas, amarelas e prata; murais de Ara Starck, filha de Philippe, e um deus do fogo feito por Najean, só entram os hóspedes e clientes vips. No Krug Lounge, que serve pratos harmonizados com champanhe entre as 18h e as 2h da madrugada, é preciso estar hospedado ou ter um cartão de membro para entrar. O salão ganhou divertidas poltronas em forma de bicho feitas pela empresa inglesa Omersa. As diárias do Palazzina Grassi custam entre 320 euros e 4 mil euros.

Serviço:
Hotel Palazzina Grassi
San Marco 3247, 30124
Tel: 39 041 528-4644


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